Um corpo em forma de dor
Pode-se ouvir o gemido das almas
Feridas que cantam pavor
Em favor de um pouco de calma
O quadro escuro reflete luz
Me faz pisar em terra
Como se fossem feras
Brisa fria que conduz
O farol é ser solidário
Com isso faço apenas um pedido
Pois sou escravo solitário
Do arco-íris perdido
Sou feita de sorrisos. Largos e constantes. Sou movida por paixões. Delirantes e intensas. Sou como o Sol. Quente e mortal.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Você pensa sim, meu bem, que não pode viver sem ter alguém!
[Por favor, não fique!
Você pensa que vai sentir minha falta.
Mas isso é apenas reflexo dos seus vícios conjugais.
Você jura que a solidão nao alimenta o seu coração.
Mas o problema está na falta de livros e jornais no seu quarto.
Você afirma veementemente que quer voltar para os meus braços e deitar na minha cama.
Mas eu afirmo que eles estão gelados e a cama agora é pequena demais para nós dois.
Eu nao preciso mais te amortecer as quedas. Voce cresceu!
Veja bem,
Meu bem,
Nao quero te ver cruzar a porta de entrada novamente.
Não quero assistir você se tornar a escória da minha vida,
o submundo do meu mundo.
E acredite, se insistir, estará a dois passos do fracasso.
Pode sair. Eu insisto.
Eu nao preciso te ver chorar veneno nem cuspir na minha cara as palavras que um dia menti pra ti!
Por isso peço que se retire mudo.
Seu silêncio é imprescindível
Agradeço.
E apague as luzes ao sair.]
Você pensa que vai sentir minha falta.
Mas isso é apenas reflexo dos seus vícios conjugais.
Você jura que a solidão nao alimenta o seu coração.
Mas o problema está na falta de livros e jornais no seu quarto.
Você afirma veementemente que quer voltar para os meus braços e deitar na minha cama.
Mas eu afirmo que eles estão gelados e a cama agora é pequena demais para nós dois.
Eu nao preciso mais te amortecer as quedas. Voce cresceu!
Veja bem,
Meu bem,
Nao quero te ver cruzar a porta de entrada novamente.
Não quero assistir você se tornar a escória da minha vida,
o submundo do meu mundo.
E acredite, se insistir, estará a dois passos do fracasso.
Pode sair. Eu insisto.
Eu nao preciso te ver chorar veneno nem cuspir na minha cara as palavras que um dia menti pra ti!
Por isso peço que se retire mudo.
Seu silêncio é imprescindível
Agradeço.
E apague as luzes ao sair.]
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Meu desejo seu.

Porque só sendo como tu és e tendo tu dentro de mim serei aceita tal como sou, ou não sou, serei?!
Mesmos desejos não são passos marcados sobre mesmas passadas que marcaram essa nossa vontade.
Delícia é ser quem sou, sem ter que ser você no meu desejo avaçalador.
Joaquim qué sê dotô.
Clementina tumém qué.
Bonci seria, cada um ser o que é.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Noite e Dia. Dia e Noite
Os ventos do norte e sul se encontraram
Apresentando suas formas vitais
No princípio companheiros se tornaram
Espalhando beleza e mais
O sereno é a letra que canta na madrugada
A boca nem sempre fala, o que o corpo falou
O mundo que vejo agora, belo ou sem vida
Me grita a melodia da estação que avançou
Se singela eu sou, espero um dia alcançar
Belas notas dessa vida que o destino me deixou
Se enfrentarei ou fugirei eu não posso afirmar
Minha tarefa nesta hora é somente observar
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Teus olhos são como flashs de luz
Que desvendam meus segredos
Que proíbem meus medos
O olhar que me conduz
É amor, sem dor
O rapaz que é capaz de me deixar em paz
Comigo, consigo, com isto
Sou dele, pra ele
Enquanto nele houver o desejo de comigo ficar
Esse sentimento não vai acabar
Meu amigo, namorado
Meu amor mais bem amado
Alma gêmea, do seu lado
Para sempre, infinitamente
Meu tesouro mais precioso
Sem visão, audição, olfato ou paladar
No meu coração
Você eternamente vai morar.
SORRISO DE GAITA.
domingo, 6 de setembro de 2009
Amor visceral
A boca fresca de saudade.
O olhar desdobrado.
O sorriso objetivado.
A paz bruta.
O silencio tímido.
A prosa bêbada.
O jejum no estômago.
As borboletas.
O perdão cambaleante.
A musica repetitiva. Canção insistente
O riso vagaroso, vasto, confundido.
O livro aberto, páginas rasgadas.
O cuidado nos gestos.
Os elementos essenciais.
O medo à mercê.
Os anos, correndo aflitos.
O gênio: genioso, bondoso, mutante.
A casa pré-fabricada.
O sorvete de limão.
A casa vazia.O vazio da sorte.A casa do norte.
A cerveja gelada.
A luz que apaga.
A varanda.
O lago.
O impulso incrédulo.
A obediência arrogante.
O recuo fracionado.
A rigidez nata.
O movimento preciso.
O ruído cego.
O abraço pálido.
O adeus gelado.
De ombros dados pro destino,
De mãos dadas co’mundo,
Eu atravessei o corredor estreito da noite.
Pousei meus devaneios nos teus.
Recolhi minhas asas no quintal da tua imaginação.
Despertei.
Hoje faz um dia maravilhoso dentro de mim.
O olhar desdobrado.
O sorriso objetivado.
A paz bruta.
O silencio tímido.
A prosa bêbada.
O jejum no estômago.
As borboletas.
O perdão cambaleante.
A musica repetitiva. Canção insistente
O riso vagaroso, vasto, confundido.
O livro aberto, páginas rasgadas.
O cuidado nos gestos.
Os elementos essenciais.
O medo à mercê.
Os anos, correndo aflitos.
O gênio: genioso, bondoso, mutante.
A casa pré-fabricada.
O sorvete de limão.
A casa vazia.O vazio da sorte.A casa do norte.
A cerveja gelada.
A luz que apaga.
A varanda.
O lago.
O impulso incrédulo.
A obediência arrogante.
O recuo fracionado.
A rigidez nata.
O movimento preciso.
O ruído cego.
O abraço pálido.
O adeus gelado.
De ombros dados pro destino,
De mãos dadas co’mundo,
Eu atravessei o corredor estreito da noite.
Pousei meus devaneios nos teus.
Recolhi minhas asas no quintal da tua imaginação.
Despertei.
Hoje faz um dia maravilhoso dentro de mim.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Amor de maricota [no sertão até o coração seca]

[Aura pura de boneca. Cabelos lambuzados com o mais doce mel. Saia de chita e flor de crochê. Olhos de amora madura. Enfeites no pescoço e couro no pé. Pele macia como lençol de algodão. É moça menina na ciranda de som. É melodia dos pássaros. E quente como o sertão. Intensa como a caieira. E forte como o trovão.
Trovão que assim como Maricota, divide o céu e a terra!!! Um chão rasgado para dançá! Laços e fitas sempre a voá! Uma paixão usada que pode enjoá. Maricota quer um Nêgo pra gostá! Com gingado no pé e inocência na alma. Um cangote pra cherá. Um olhar que batuque o seu coração. E alguns cachos pra enrolá. Ah, e tem que ser carregado no tempero!!! Tem que ter o gosto da terra e a cor do pecado. Essa Maricota só pensa em namorá. Só sonha em beijá nessa geografia solitária de pedras quentes. Quer um parceiro pra seguir nessa vereda de flores mutantes. Quer poesia a toda hora.
Lágrimas de alegria: água pura todo dia, pra lavá a secura do seu coração. Não é pra menos. Nesse lugar de mente só e corpo fraco. A saída é ter alguém pra bater um papo. Um ouvido pra ouvir sua tristezas. Um alguém que faça tranças e caretas. E deite na rede, pra contar estrelas e ver o sol nascer. Nesse mundo de solidão, a Maricota só quer o ganha pão. O alimento que dá forças pra viver. A energia pra superar a dor.
A Maricota só quer saber o que é amor.]
Assinar:
Postagens (Atom)