quinta-feira, 17 de setembro de 2009


Teus olhos são como flashs de luz
Que desvendam meus segredos
Que proíbem meus medos
O olhar que me conduz
É amor, sem dor
O rapaz que é capaz de me deixar em paz
Comigo, consigo, com isto
Sou dele, pra ele
Enquanto nele houver o desejo de comigo ficar
Esse sentimento não vai acabar
Meu amigo, namorado
Meu amor mais bem amado
Alma gêmea, do seu lado
Para sempre, infinitamente
Meu tesouro mais precioso
Sem visão, audição, olfato ou paladar
No meu coração
Você eternamente vai morar.

SORRISO DE GAITA.

domingo, 6 de setembro de 2009

Amor visceral

A boca fresca de saudade.
O olhar desdobrado.
O sorriso objetivado.
A paz bruta.
O silencio tímido.
A prosa bêbada.
O jejum no estômago.
As borboletas.
O perdão cambaleante.
A musica repetitiva. Canção insistente
O riso vagaroso, vasto, confundido.
O livro aberto, páginas rasgadas.
O cuidado nos gestos.
Os elementos essenciais.
O medo à mercê.
Os anos, correndo aflitos.
O gênio: genioso, bondoso, mutante.
A casa pré-fabricada.
O sorvete de limão.
A casa vazia.O vazio da sorte.A casa do norte.
A cerveja gelada.
A luz que apaga.
A varanda.
O lago.
O impulso incrédulo.
A obediência arrogante.
O recuo fracionado.
A rigidez nata.
O movimento preciso.
O ruído cego.
O abraço pálido.
O adeus gelado.


De ombros dados pro destino,
De mãos dadas co’mundo,
Eu atravessei o corredor estreito da noite.
Pousei meus devaneios nos teus.
Recolhi minhas asas no quintal da tua imaginação.

Despertei.

Hoje faz um dia maravilhoso dentro de mim.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Amor de maricota [no sertão até o coração seca]


[Aura pura de boneca. Cabelos lambuzados com o mais doce mel. Saia de chita e flor de crochê. Olhos de amora madura. Enfeites no pescoço e couro no pé. Pele macia como lençol de algodão. É moça menina na ciranda de som. É melodia dos pássaros. E quente como o sertão. Intensa como a caieira. E forte como o trovão.
Trovão que assim como Maricota, divide o céu e a terra!!! Um chão rasgado para dançá! Laços e fitas sempre a voá! Uma paixão usada que pode enjoá. Maricota quer um Nêgo pra gostá! Com gingado no pé e inocência na alma. Um cangote pra cherá. Um olhar que batuque o seu coração. E alguns cachos pra enrolá. Ah, e tem que ser carregado no tempero!!! Tem que ter o gosto da terra e a cor do pecado. Essa Maricota só pensa em namorá. Só sonha em beijá nessa geografia solitária de pedras quentes. Quer um parceiro pra seguir nessa vereda de flores mutantes. Quer poesia a toda hora.
Lágrimas de alegria: água pura todo dia, pra lavá a secura do seu coração. Não é pra menos. Nesse lugar de mente só e corpo fraco. A saída é ter alguém pra bater um papo. Um ouvido pra ouvir sua tristezas. Um alguém que faça tranças e caretas. E deite na rede, pra contar estrelas e ver o sol nascer. Nesse mundo de solidão, a Maricota só quer o ganha pão. O alimento que dá forças pra viver. A energia pra superar a dor.
A Maricota só quer saber o que é amor.]